sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Assim falou Mário Quintana: O tempo.

por MárioQuintana

A vida são deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é Natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê não sabemos mais por onde andam nossos amigos...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casaca dourada e inútil das horas...
Eu seguraria todos os meus amigos, que Já não sei como e onde eles estão e diria: vocês são extremamente importantes para mim.
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
Dessa forma eu digo, não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Contra o óbvio.

por EduardoNagai

E essas são as lembranças que se agarram no seu corpo e não se soltam. Que ficam penduradas no pensamento. A que nos apegamos de tal jeito que fica difícil de soltar. Queremos soltá-las? Essa é uma pergunta que fica e que nos mata. Queremos nos desprender dessas lembranças? A resposta não é fácil de dizer. Porque esquecer quer dizer que não aprendemos nada do que passou. Quero é lembrar. Por mais dolorosas que sejam, as lembranças nos permitem fugir do óbvio. Escapar das grandes tempestades. Sim. As lembranças nos ensinam a evitar o óbvio. Mas nunca deixaremos de errar. Não é possível. Uma vida sem erro é como um percurso sem pedras ou rosas sem espinhos. As lembranças só nos dizem algumas coisas. Porém elas nos dizem. E temos que estar abertos para ouvi-las. Devemos aprender a conviver com elas. Por mais dolorosas que sejam.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Assim falou Hermann Hess

por HermannHess


“Quando olhamos nos olhos das pessoas
e contemplamos sua raridade,
a tolerância se torna fácil.
Percebemos que estamos diante de seres
que possuem dentro de si um complexo mosaico de experiências.
Tolerância é uma expressão do nosso respeito por qualidade,
de manter a vida excelente.
Quando não há tolerância as coisas se tornam comuns.
Ficamos à margem daquilo que não aceitamos
e nossa face se torna severa .
Tolerância é dizer sim ao jogo e apreciá-lo.”


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Amor

por EduardoNagai

Ela pediu, manhosa, a ele: "Prova que me ama?". E ele permaneceu em silêncio por alguns segundos até soltar essas palavras: "Seria muito fácil se o amor fosse como uma ciência exata e tivessem fórmulas para comprovar sua existência. Ou se fosse uma mágica que a gente pratica e mostra a todos. Eu bem que queria também abrir o meu peito e mostrar para você o amor iluminando o meu coração. Isso, entretanto, não é possível. Também queria que funcionasse através de comandos assim: você me pediria "faça uma tatuagem com meu nome", eu vou lá e faço; "me dá um presente tal", eu vou lá e dou; "cante uma música na frente de mil pessoas", eu vou lá e canto. Isso, mais uma vez, não seria amor, seria obediência. E cá entre nós, amor não é obediência. O que talvez poderíamos comparar com o amor é a fé, porque você precisa confiar em mim. Você me ama ,ou não me ama. Você crê em mim ou não crê. Eu digo que te amo e espero que você confie em mim. Porque se não confiar, isso não é amor o que você sente. Além de fé, podemos comparar o amor a uma luta incessante.  A todo o momento temos que estar do lado da pessoa amada, quando ela precisar da gente, procurar a palavra certa a cada momento, fazer carinho se a pessoa gosta de carinho, falar que ama, quando a outra estiver carente, etc. Além disso, o amor exige paciência. Entender a outra pessoa. Se colocar na pele dela. De vez em quando, brigar por ciúmes. E depois pedir desculpas. Sentir vergonha quando for conhecer a família da amada. Isso tudo é amor. Ter paciência de passar por todas essas situações. Você me perguntava há alguns minutos se eu posso te provar que te amo? Então te digo, que te amo e espero que confie em mim. Se não confia, tenho que lutar por essa confiança. Conquistá-la, porque se você me pergunta isso, é porque ainda não conquistei o seu amor.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Inferno astral.

por EduardoNagai


A vida é um espaço preenchido de gritos, de dores e de curas. Um tormento que a gente deseja. Uma suave luz que vai se desintegrando nas sombras que formamos. Um lamento que nos alivia. Um sentido para os nossos caminhos que nem sabemos aonde vão dar. Vida. A vida. Uma vida que nos leve de um inferno astral e de repente nos coloca num jardim florido cheio de perigos. Isso é vida. Custa viver, porque desejamos a vida inteira conforto, paz e alimento. E o que conseguimos são desprezos, guerra e fome. E vamos conquistando o direito de sonhar. A vida é uma ilusão. Que não desejamos, mas vamos em sua direção. Que queremos, mas quando a temos desprezamos. A vida é esse paradoxo. Viver. Uma vida abençoada de luz e sombra. Guerra e paz. Desejos e despejos. Palavras e silêncios. Som e fúria.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Outras terras

por EduardoNagai

Às vezes, mesmo em casa eu me sinto um estrangeiro. E mesmo em outras fronteiras eu me sinto enraizado nessas terras férteis. Às vezes, sinto-me triste nessa situação extremamente vantajosa e às vezes sinto-me feliz nessa angústia da vida. Às vezes, vejo-me apertado no meu próprio corpo e às vezes quando adquiro outras identidades eu escapo. Tudo é uma questão de ponto de vista. De como eu vejo o mundo, como um jardim de borboletas coloridas ou como um quintal cheio de ervas daninhas. Uma tempestade em um copo de água meio cheio. Ou uma calmaria em um copo de água meio vazio.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Assim falou John Lennon

por JohnLennon

“Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.”

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Irrevogável

por EduardoNagai


Tudo é uma ilusão
que um dia nos fez
acreditar que algo
era possível.


De possível, tornou-se
improvável.
De improvável,
impossível.


E dessa impossibilidade
veio a distância
de tudo
que é uma ilusão
irrevogável.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Um visionário.


por EduardoNagai

Eu me sinto um visionário. E procuro sempre enxergar longe. Lá onde a vista não alcança. Estico meu ponto de vista. Procuro outros corpos para incorporar. Procurando sempre olhar para o mesmo pontos, mas de direções diferentes, ou o contrário. E assim aprendo de tudo, de todos os espaços, vozes vão me acompanhando, palavras vão me seguindo e eu os perseguindo. E assim, aprendendo e ensinando, vou vivendo com intensidade. De tudo isso, fica uma dica: aprendam. Aprendam de todos os lugares. Dos bares. Dos lares. Dos livros. Dos outros. Dos professores e dos alunos. Porque somos apenas isso na vida: aprendizes. Somos sempre um ponto de partida de nós mesmos. E o ponto final. O mundo é o que fica entre um e outro extremo. E para aprendê-lo devemos estar abertos. 

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012

por EduardoNagai

Mal começou o ano e já estou sentindo essa luz nova entrando na minha vida. Alguns podem chamar isso de amor. Outros podem chamar isso de metamorfose. Eu somente chamo-a de vida. Vida que já tanto me fez cair. Ser derrubado neste chão cheio de sujeira, pó e espinhos. Nunca acreditei que o ano novo podia de fato mudar alguma coisa nas trilhas que escolhemos seguir. Nunca acreditei. Mas nesses meandros de um ano a outro, vi minha vida passar de um a outro lado da margem. O ano se abre com muitas novidades. E estou feliz com elas. Quero fazer desse 2012 algo grandioso. Dar um impulso novo. Chegar a novos patamares. Alçar um voo sublime. Conhecer novas pessoas. Eu tenho sonhos e sou muito visionário. Busco sempre caminhar no meu limite. E assim, quero chegar a um lugar que eu nunca alcancei. 2012, desejo-te imensamente. Seja bem vindo.